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Estoicismo

setembro 19, 2011

O Estoicismo foi um ramo da Filosofia, que se baseava numa forma específica de viver a vida – dizia-se que uma pessoa deveria ser considerada um filósofo, não pelo que ela dizia e sim, pelo que ela era. Para esse ramo, a felicidade é conquistada por uma vida simples e harmônica em relação à natureza. Dava-se ênfase nos passos práticos através dos quais o estudante poderia confrontar os problemas da vida, e em especial, sua própria mortalidade. Abaixo dois fragmentos dessa Filosofia.

“Vivestes como se fôsseis viver para sempre, nunca vos ocorreu que sois frágeis, não notais quanto tempo já passou; vós o perdeis, como se ele fosse farto e abundante. Como mortais, vos aterrorizais de tudo, mas desejais tudo como se fôsseis imortais. Ouvirás muitos dizerem: ‘Aos cinquenta anos me refugiarei no ócio, aos sessenta estarei livre de meus encargos.’ E que fiador tens de uma vida tão longa? E quem garantirá que tudo irá conforme planejas? Não te envergonhas de reservar para ti apenas as sobras da vida e destinar à meditação somente a idade que já não serve mais para nada? Quão tarde começas a viver, quando já é hora de deixar de fazê-lo. Que negligência tão louca a dos mortais, de adiar para o quinquagésimo ou sexagésimo ano os prudentes juízos, e a partir deste ponto, ao qual poucos chegaram, querer começar a viver!”
(Sêneca)

“O primeiro e mais necessário setor da filosofia lida com a aplicação dos princípios; por exemplo, ‘não mentir’. O segundo lida com demonstrações, por exemplo, ‘Como é que uma pessoa não deve mentir?’. O terceiro está preocupado com o estabelecimento e análise desses processos, por exemplo, ‘Como posso ter a certeza que isto é uma demonstração?’ O que é uma demonstração, o que é consequência, o que é contradição, o que é verdade, o que é falso? Se segue então que o terceiro setor é necessário devido ao segundo setor, e que o segundo se deve ao primeiro. O primeiro é a parte mais necessária e naquilo onde devemos nos apoiar. Mas nós revertemos a ordem: nos preocupamos com o terceiro e nele colocamos a totalidade da nossa preocupação, enquanto que negligenciamos completamente ao primeiro. É por isso que mentimos, mas estamos sempre prontos em demonstrar que o mentir é errado.”
(Epiteto)