Archive for abril \26\UTC 2010

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Reverse Graffiti

abril 26, 2010
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Sandman, obra completa

abril 18, 2010

Obra prima de Neil Gaiman, Sandman foi um marco na história das HQ’s ao mostrar o pontencial de uma arte antes praticamente confinada a histórias infantis ou de super-heróis. Em 1991 Gaiman recebeu por Sandman o prêmio Howard Philips Lovecraft, destinado a contos de fantasia e até então dedicado somente a livros em formato tradicional. Para os fãs e aficcionados, surge agora possibilidade de adquirir esta obra completa numa monumental edição de luxo publicado pela editora Panini. O primeiro volume, com 616 páginas, contém as 20 primeiras edições, mais extras nunca antes publicados com esboços a lápis de personagens e páginas. A coleção completa será lançada em 4 volumes recoloridos sob a orientação do próprio autor.

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Anima – por James Hillman

abril 1, 2010

“Para experimentar a realidade imaginal, uma função psíquica deve ser ativada – a função específica da alma imaginativa. Esse lado da nossa alma é o da emoção, auto-reflexão e contemplação, e também, do nosso desejo sensual que está além do sensatamente concreto, a fantasia girante que é a personificação de todas as capacidades psíquicas, nos conduzindo de forma sedutora e estranha para dentro, para as profundezas de uma floresta primitiva e das ondas do mar. Anima significa tanto psique quanto alma, e nós a encontramos em suas inúmeras formas como a alma das águas, sem a qual secamos e morremos, como a alma da vegetação que verdeja nossas esperanças ou as frustra com sintomas, como a Senhora dos Animais que cavalga nossas paixões. Ela é também o súcubo ocupado em drenar o sumo da nossa vida, uma harpia com garras, um espectro branco e frio com apegos desvairados – mas também uma parteira, a jovem Cinderela, um espaço sem história, uma tabula rasa esperando pela palavra.

Anima tem uma série de significados. Primeiro, (a) ela é a personificação de nosso inconsciente – nossas tolices, loucuras, problemas intratáveis. Também, (b) ela é uma personificação específica aparecendo em um momento particular, que representa uma imagem precisa das emoções presentes na alma. Ela é também (c) o sentimento de inferioridade pessoal. Ela traz uma sensação de se possuir uma vida interna, onde os eventos mutáveis produzem uma experiência que significa ‘eu.’ Ela torna possível a estrutura interna da fé em si mesmo, conferindo a convicção de que o que acontece é importante para a alma, e que a própria existência é importante e pessoal. Assim, (d) ela personaliza a existência. A Anima, além disso, (e) é aquela por meio da qual nós somos iniciados dentro da compreensão imaginal, que torna possível a experiência através de imagens, pois ela incorpora a atividade reflexiva, reativa e especular da consciência. Funcionalmente, a Anima atua provocando desejos ou nos envolvendo em nuvens de fantasias e divagações, ou aprofundando nossas reflexões. Ela é tanto uma ponte para o imaginal e também, o lado oposto disso, pois personifica a imaginação da alma.

Assim, o movimento para o interior da existência psicológica acontece através dela, de uma forma ou de outra. O movimento que vai do mundo construído a partir de conceitos e coisas mortas para o consciente animístico, subjetivo e mítico, onde a fantasia está viva em um mundo vivo, e significa ‘eu,’ segue a Anima. Sua primeira lição é a de sua personalidade independente, que sobrepuja e se rebela contra os modos habituais de experimentação, com os quais estamos tão identificados que os chamamos de ego, de eu.

A segunda lição é o amor; ela vem à vida através do amor e insiste nele! Talvez, o amor venha antes. Talvez apenas através do amor seja possível reconhecer a alma. E esta conexão entre amor e psique talvez signifique o amor por tudo o que tem origem na psique, encontrando o habitat disto dentro do coração da imaginação. A conexão entre o amor e a psique significa também, abrir um olho para todas as manifestações do amor – e perceber que todas as loucuras e anseios desvirtuados buscam também fundamentalmente, a conexão com a psique.”

(Fonte: James Hillman. Re-visioning psychology. Harper, 1975).