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	<title>Por uma vida extraordinária!</title>
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	<description>Idéias que buscam a liberdade de estados ordinários de ser e viver</description>
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		<title>Por uma vida extraordinária!</title>
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		<title>Gurdjieff</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 22:26:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>exquema</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Gurdjieff (1866-1949) nasceu na fronteira da Armênia, em Alexandropol e é o fundador do Quarto Caminho, uma escola que visa despertar seus alunos para uma nova perspectiva de si mesmos e da realidade. Uma das frases mais famosas atribuídas a ele e que sintetiza suas ideias é: &#8220;O homem vive sua vida no sono, e no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=exquema.wordpress.com&blog=3080803&post=522&subd=exquema&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignright size-full wp-image-531" title="Gurdjieff" src="http://exquema.files.wordpress.com/2009/10/gurdjieff1.jpg?w=168&#038;h=212" alt="Gurdjieff" width="168" height="212" />Gurdjieff (1866-1949) nasceu na fronteira da Armênia, em Alexandropol e é o fundador do Quarto Caminho, uma escola que visa despertar seus alunos para uma nova perspectiva de si mesmos e da realidade. Uma das frases mais famosas atribuídas a ele e que sintetiza suas ideias é: &#8220;O homem vive sua vida no sono, e no sono ele morre.&#8221; Talvez a herança mais importante da Escola de Gurdjieff tenha sido o fato que, essa ideia básica de que o homem está adormecido acabou por ser incorporada nas massas e passou a ser praticamente de domínio público. É importante frisar que essa idéia em si não é nova, mas, ela parece ter sido incorporada depois do trabalho de Gurdjieff e seus discípulos.</p>
<p>O corpo de conhecimento de Gurdjieff consiste em uma das tentativas mais importantes, que surgiu ao longo da humanidade, de promover um crescimento genuíno do ser humano. Por ser extremamente direto e prático, ele oferece pouco espaço seja para condescendência com o estado de adormecimento ou ilusões e fantasias acerca de um falso crescimento, abordando sempre de forma objetiva, mesmo os temas mais polêmicos. </p>
<p>Por exemplo, ele costumava dizer que o homem deve em primeiro lugar, deixar de ser uma &#8216;máquina&#8217;, que reage a tudo de forma condicionada e mecânica antes de arvorar-se como sendo capaz de compreender e viver o que significa uma verdadeira espiritualidade. &#8220;[...] a religião é fazer. Um homem não <em>pensa</em> ou não <em>sente</em> apenas sua religião, ele a <em>vive</em> tanto quanto ele pode; de outro modo, não se trata de religião, mas fantasia ou filosofia. Agrade-lhe ou não, ele mostra sua atitude para com a religião por seus atos, e pode mostrá-la só por seus atos.&#8221; (<a href="http://exquema.wordpress.com/gurdjieff/">ver o texto todo</a>)</p>
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		<title>Geografia</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 16:40:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>exquema</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um buscador da verdade, que havia nascido em Londres, vendeu tudo que possuía e vagabundeou para o Oriente, onde gastou todo o seu tempo procurando por um mestre aceitável, convencido que era aquilo que deveria fazer. Após oito anos desta vida, chegou até às portas do Professor da Era e pediu-lhe orientação. &#8220;Certamente&#8221;, disse o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=exquema.wordpress.com&blog=3080803&post=496&subd=exquema&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Um buscador da verdade, que havia nascido em Londres, vendeu tudo que possuía e vagabundeou para o Oriente, onde gastou todo o seu tempo procurando por um mestre aceitável, convencido que era aquilo que deveria fazer. Após oito anos desta vida, chegou até às portas do Professor da Era e pediu-lhe orientação. &#8220;Certamente&#8221;, disse o sábio, e escreveu um nome e um endereço num papel. O inglês ficou muito impressionado e agradecido, e por um momento mal pode acreditar que sua procura havia terminado. Então ele olhou para o papel e exclamou: &#8220;Mas este endereço é de alguém que mora em Londres! E sua casa não fica a mais de cinco minutos da casa onde eu morava!&#8221; &#8220;Exatamente&#8221;, disse o professor, &#8220;e isto não é tudo. Se você tivesse ficado em casa e feito perguntas razoáveis ao invés de gestos espetaculares, você o teria encontrado a muitos anos atrás&#8221;.<br />
Tradição oral</p>
<p>Naquele Império, a Arte da Cartografia atingiu uma tal perfeição que o mapa duma só província ocupava toda uma cidade, e o mapa do Império, toda uma província. Com o tempo, esses mapas desmedidos não mais satisfaziam e os Colégios de Cartógrafos levantaram um mapa do Império que tinha o tamanho do Império e coincidia ponto por ponto com ele. Apegadas ao estudo da Cartografia, as gerações seguintes entenderam que esse extenso mapa era inútil e não sem impiedade o entregaram às inclemências do sol e dos invernos. Nos desertos do oeste subsistem despedaçadas ruínas do mapa, habitadas por animais e por mendigos. Em todo o país não resta outra relíquia das disciplinas geográficas.<br />
Jorge Luis Borges</p>
<p style="text-align:left;">Se eu posso atingir o coração de Dublin<br />
Posso atingir o coração de todas as cidades do mundo.<br />
No particular está contido o universal.<br />
James Joyce</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-516   aligncenter" title="yggdrasil_l" src="http://exquema.files.wordpress.com/2009/10/yggdrasil_l.jpg?w=264&#038;h=369" alt="yggdrasil_l" width="264" height="369" /></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/exquema.wordpress.com/496/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/exquema.wordpress.com/496/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/exquema.wordpress.com/496/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/exquema.wordpress.com/496/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/exquema.wordpress.com/496/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/exquema.wordpress.com/496/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/exquema.wordpress.com/496/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/exquema.wordpress.com/496/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/exquema.wordpress.com/496/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/exquema.wordpress.com/496/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=exquema.wordpress.com&blog=3080803&post=496&subd=exquema&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Banksy</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 14:58:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>exquema</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://exquema.wordpress.com/2009/10/01/banksy/"><img src="http://img.youtube.com/vi/e3sm2doRaJY/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
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		<title>Quando o amor acenar &#8230;</title>
		<link>http://exquema.wordpress.com/2009/08/21/quando-o-amor-acenar/</link>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 18:35:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>exquema</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando o amor acenar, siga-o,
Embora seus caminhos sejam duros e íngremes.
E quando suas asas o envolverem, renda-se,
Embora a espada oculta sob elas possa feri-lo.
E quando ele lhe falar, acredite nele,
embora sua voz possa estraçalhar seus sonhos
como o vento norte, que arruína os jardins.
Pois, da mesma forma que o amor o coroa,
ele o crucificará.
Da mesma forma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=exquema.wordpress.com&blog=3080803&post=480&subd=exquema&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:left;">Quando o amor acenar, siga-o,<br />
Embora seus caminhos sejam duros e íngremes.<br />
E quando suas asas o envolverem, renda-se,<br />
Embora a espada oculta sob elas possa feri-lo.<br />
E quando ele lhe falar, acredite nele,<br />
embora sua voz possa estraçalhar seus sonhos<br />
como o vento norte, que arruína os jardins.</p>
<p>Pois, da mesma forma que o amor o coroa,<br />
ele o crucificará.<br />
Da mesma forma que ele o faz crescer<br />
Ele será para você, a sua poda.<br />
Da mesma forma que ele ascende ao seu ponto mais alto e<br />
acaricia seus ramos mais sensíveis que tremulam ao sol,<br />
Ele descerá até suas raízes e<br />
abalará sua firme aderência à terra.</p>
<p>Como espigas de milho, ele o colhe para si.<br />
Ele o debulha e o torna nu.<br />
Ele o peneira para liberta-lo de suas cascas.<br />
Ele o tritura até torna-lo alvo.<br />
Ele o mói até torna-lo flexível;<br />
E então, ele o remete ao seu fogo sagrado,<br />
para que você possa tornar-se um alimento sagrado, no festim sagrado de Deus.</p>
<p>Todas essas coisas o amor lhe fará<br />
de tal forma que você possa conhecer os segredos de seu coração,<br />
e, neste conhecimento, tornar-se um fragmento do coração da vida.</p>
<p>Mas se, por temor, você apenas buscar<br />
a paz do amor e o prazer do amor,<br />
Então é melhor que você cubra<br />
sua nudez e abandone o umbral do amor,<br />
E penetre num mundo sem estações<br />
Onde você se alegrará, mas não com toda a sua alegria,<br />
e chorará, mas não com todas as suas lágrimas.</p>
<p>O amor não concede nada além dele mesmo e<br />
não toma nada, a não ser ele mesmo.<br />
O amor não possui nada e nem pode ser possuído;<br />
Pois, o amor basta ao amor.</p>
<p>Quando você amar, não diga,<br />
“Deus está em meu coração”, mas sim, “Eu estou<br />
no coração de Deus.”<br />
E não pense que você pode dirigir o curso<br />
do amor, pois o amor, se o considerar digno,<br />
dirigirá o seu curso.<br />
O amor não deseja nada a não ser realizar a si mesmo.<br />
Mas se você ama e deseja,<br />
deixe que estes sejam seus desejos:<br />
Fundir-se e ser como um rio que corre<br />
e canta sua melodia à noite.<br />
Conhecer o dor da demasiada delícia.<br />
Ser ferido por sua própria compreensão do amor:<br />
E sangrar, voluntária e alegremente.<br />
Acordar na madrugada com o coração alado<br />
e dar as boas vindas a um novo dia de amor;<br />
Descansar à tardinha e meditar sobre o êxtase do amor;<br />
Voltar para casa à noite, cheio de gratidão;<br />
E então, adormecer<br />
Com uma prece ao amado em seu coração e<br />
uma canção de louvor em seus lábios.<br />
(Khalil Gibran)</p>
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		<title>Theodor Adorno (1903-1969)</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 19:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>exquema</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[“Pensar não mais significa nada além de checar, a cada momento, se a pessoa pode, na verdade, pensar ou não.”
Há 40 atrás, em 6 de agosto de 1969, morreu o filósofo alemão Theodor Adorno, um dos membros da Escola de Frankfurt. Essa Escola foi fundada por um grupo de intelectuais associados à Universidade de Frankfurt, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=exquema.wordpress.com&blog=3080803&post=465&subd=exquema&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><em><img class="alignright size-full wp-image-471" title="t_adorno" src="http://exquema.files.wordpress.com/2009/08/t_adorno.jpg?w=180&#038;h=226" alt="t_adorno" width="180" height="226" />“Pensar não mais significa nada além de checar, a cada momento, se a pessoa pode, na verdade, pensar ou não.”</em></p>
<p>Há 40 atrás, em 6 de agosto de 1969, morreu o filósofo alemão Theodor Adorno, um dos membros da Escola de Frankfurt. Essa Escola foi fundada por um grupo de intelectuais associados à Universidade de Frankfurt, cuja principal contribuição foi a produção de uma série de estudos teóricos sobre cultura e sociedade. Esses estudos foram inicialmente chamados de “teoria crítica” e mais tarde, passaram a ser considerados uma forma específica de se estudar filosofia, forma esta ensinada e praticada atualmente, em diversas universidades ao redor do mundo.</p>
<p>Ele escreveu alguns volumes sobre temas clássicos da filosofia, como a razão e moralidade. Porém, ele escreveu também sobre temas nada convencionais como a indústria de entretenimento de massas, cunhando para isso um termo que hoje em dia é muito aplicado: a “indústria cultural.” Nessa indústria, os saberes e sentimentos humanos são reduzidos à mercadoria, as pessoas são consideradas como meros consumidores e a cultura passou a ser nada mais que uma forma de manipulação velada que induz as pessoas à aquisição de bens de consumo.</p>
<p>Ele analisou o fenômeno social como um mero subproduto da manipulação daqueles que controlam as mídias. Sejam as ideias filosóficas mais abstratas, ou a razão e o pensamento, ou um filme comercial, ou uma propaganda na TV – na ausência de uma análise crítica mínima – nada disso deve ser considerado como arte, ou cultura, ou humanismo, mas sim, como subproduto de ideias que são impostas aos desavisados, de forma alienante e massificadora.</p>
<p>Ele afirma que, mesmo nas áreas onde as pessoas acreditam ser genuinamente livres, essa dominação é, na verdade, perpetuada &#8211; a liberdade lhes é negada e o desenvolvimento de uma consciência crítica, obstruído. Assim, a sociedade de consumo, a cultura e arte que ela produz, estão baseadas nessa negação sistemática de uma liberdade verdadeira.</p>
<p>Adorno discorda dos sociólogos que argumentam que as sociedades capitalistas são complexas e heterogêneas. Ele insiste que a indústria cultural mantém um sistema uniforme, ao qual todos devem se conformar. Ela manipula as pessoas no sentido de despertar certos desejos, necessidades ou crenças que possam ser associadas ao consumo, gerando uma sociedade de autômatos que não pensam por si mesmos: apenas consomem e replicam os mesmos pensamentos e necessidades.</p>
<p>O objetivo dessa indústria é a produção de bens que são consumíveis, lucrativos e, de preferência, descartáveis, garantindo sua própria continuidade. Assim, a forma como a sociedade entende a si mesma e se expressa, dentro dos pressupostos de Adorno, passou a ser o subproduto de um empreendimento industrial global e multibilionário, que visa o lucro, como qualquer outro empreendimento comercial. Essa indústria controla e molda as premissas que definem o que é a vida e quais os objetivos que individualmente devem ser buscados, gerando não só uma uniformidade em termos de pensamento, mas um sofrimento exacerbado em uma grande massa de indivíduos que não têm acesso aos bens de consumo que lhe são impostos. As conseqüências dessa visão são óbvias e são, a todo o momento, visíveis na desagregação presente na estrutura social.</p>
<p>Sua visão não consiste apenas numa simples crítica a modelos políticos, sociais, culturais ou econômicos. Mas principalmente, numa crítica à perda da capacidade humana de consciência. Essa lacuna se expressa na perda de um sentido de eu que se coloca acima do que é veiculado na mídia, numa diminuição da capacidade de perceber uma perspectiva menos imediatista e mais abrangente e na capacidade de aprofundar um pensamento crítico e ponderado. Essa capacidade crítica, atualmente, é fundamental para que as posturas do ser humano frente aos modelos possam ser mais bem avaliadas, e que suas conseqüências sejam adequadamente consideradas para cada indivíduo e para a sociedade como um todo.</p>
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		<title>Cânticos</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 18:57:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>exquema</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[
Eles te virão oferecer o ouro da Terra.
E tu dirás que não.
A beleza.
E tu dirás que não.
O amor.
E tu dirás que não, para sempre.
Eles te oferecerão o ouro d’além da Terra.
E tu dirás sempre o mesmo.
Porque tens o segredo de tudo.
E sabes que o único bem é o teu.
(dos Cânticos de Cecília Meireles)
   [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=exquema.wordpress.com&blog=3080803&post=452&subd=exquema&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><a href="http://www.lost.art.br/main.htm" target="_blank"><img class="size-full wp-image-477  aligncenter" title="Lost Art" src="http://exquema.files.wordpress.com/2009/07/lost_art_wp1.jpg?w=384&#038;h=303" border="none" alt="lost_art_wp" width="384" height="303" /></a></p>
<p>Eles te virão oferecer o ouro da Terra.<br />
E tu dirás que não.<br />
A beleza.<br />
E tu dirás que não.<br />
O amor.<br />
E tu dirás que não, para sempre.<br />
Eles te oferecerão o ouro d’além da Terra.<br />
E tu dirás sempre o mesmo.<br />
Porque tens o segredo de tudo.<br />
E sabes que o único bem é o teu.<br />
(dos <a href="http://www.imagomundi.com.br/arte/canticos_cecilia%20meireles_4pgs.pdf" target="_blank">Cânticos</a> de Cecília Meireles)</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/exquema.wordpress.com/452/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/exquema.wordpress.com/452/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/exquema.wordpress.com/452/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/exquema.wordpress.com/452/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/exquema.wordpress.com/452/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/exquema.wordpress.com/452/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/exquema.wordpress.com/452/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/exquema.wordpress.com/452/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/exquema.wordpress.com/452/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/exquema.wordpress.com/452/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=exquema.wordpress.com&blog=3080803&post=452&subd=exquema&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Caos por Hakim Bey</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 15:01:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>exquema</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O Caos nunca morreu. Bloco intacto e primordial, único monstro digno de adoração, inerte e espontâneo, mais ultravioleta do que qualquer mitologia (como as sombras à Babilônia), a original e indiferenciada unidade-do-ser ainda resplandece, imperturbável como as flâmulas negras frenéticas e perpetuamente embriagadas dos Assassinos.
O caos é anterior a todos os princípios de ordem e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=exquema.wordpress.com&blog=3080803&post=435&subd=exquema&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>&#8220;O Caos nunca morreu. Bloco intacto e primordial, único monstro digno de adoração, inerte e espontâneo, mais ultravioleta do que qualquer mitologia (como as sombras à Babilônia), a original e indiferenciada unidade-do-ser ainda resplandece, imperturbável como as flâmulas negras frenéticas e perpetuamente embriagadas dos Assassinos.</p>
<p>O caos é anterior a todos os princípios de ordem e entropia, não é nem um deus nem uma larva, seus desejos primais englobam e definem toda a coreografia possível, todos os éteres e flogísticos sem sentido algum: suas máscaras, como nuvens, são cristalizações da sua própria ausência de rosto.</p>
<p>Tudo na natureza, inclusive a consciência, é perfeitamente real: não há absolutamente nada com o que se preocupar. As correntes da Lei não foram apenas quebradas, elas nunca existiram. Demônios nunca vigiaram as estrelas, o Império nunca começou, Eros nunca deixou a barba crescer.</p>
<p>Não. Ouça. Foi isso que aconteceu: eles mentiram, venderam-lhe idéias de bem e mal, infundiram-lhe a desconfiança de seu próprio corpo e a vergonha pela sua condição de profeta do caos, inventaram palavras de nojo para seu amor molecular, hipnotizaram-no com a falta de atenção, entediaram-no com a civilização e todas as suas emoções mesquinhas.</p>
<p>Não há transformação, revolução, luta, caminho. Você já é o monarca de sua própria pele &#8211; sua liberdade inviolável espera apenas tornar-se completa pelo amor de outros monarcas: uma política de sonho, urgente como o azul do céu.</p>
<p>Para lograr abrir mão de todos os acentos e hesitações ilusórias da história, é preciso evocar a economia de uma Idade da Pedra lendária &#8211; xamãs e não padres, bardos e não senhores, caçadores e não policiais, coletores paleoliticamente preguiçosos, gentis como sangue, que ficam nus para simbolizar algo ou se pintam como pássaros, equilibrados sobre a onda da presença explícita, o agora-sempre atemporal.</p>
<p>Agentes do caos lançam olhares ardentes a qualquer coisa ou pessoa capaz de suportar ser testemunha de sua condição, sua febre por <em>lux et voluptas</em>. Estou desperto apenas no que amo e até o limite do terror &#8211; todo o resto é apenas mobília coberta, anestesia diária, lixo para cérebros, tédio sub-reptílico de regimes totalitários, censura banal e dor desnecessária.</p>
<p>Avatares do caos agem com espiões, sabotadores, criminosos do amor louco, nem generosos nem egoístas, acessíveis como crianças, semelhantes a bárbaros, perseguidos por obsessões, desempregados, anjos terríveis, espelhos para a contemplação, olhos que lembram flores, piratas de todos os signos e sentidos.</p>
<p>Aqui estamos, engatinhando pelas frestas entres as paredes da Igreja, do Estado, da Escola e da Empresa, todos os monólitos paranóicos. Arrancados da tribo pela nostalgia selvagem, escavamos em busca de mundos perdidos, bombas imaginárias. A última proeza possível é aquela que define a própria percepção, um invisível cordão de ouro que nos conecta.&#8221; (<a href="http://catarse.110mb.com/hakimbey/caos/caos.pdf" target="_blank">Hakim Bey</a>)</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://www.andrecypriano.com/" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-442" title="cypriano" src="http://exquema.files.wordpress.com/2009/07/cypriano_rocinha1.jpg?w=350&#038;h=235" border="0" alt="cypriano_rocinha" width="350" height="235" /></a></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/exquema.wordpress.com/435/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/exquema.wordpress.com/435/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/exquema.wordpress.com/435/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/exquema.wordpress.com/435/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/exquema.wordpress.com/435/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/exquema.wordpress.com/435/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/exquema.wordpress.com/435/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/exquema.wordpress.com/435/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/exquema.wordpress.com/435/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/exquema.wordpress.com/435/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=exquema.wordpress.com&blog=3080803&post=435&subd=exquema&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Henry Corbin</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 20:31:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>exquema</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Henry Corbin foi um filósofo e teólogo nascido em Paris, e tem sido considerado um dos maiores eruditos em filosofia e misticismo. Ele foi professor da Universidade de Sorbornne (França) e da Universidade de Teerã. Participou das conferências de Eranus, na Suíça, juntamente com Jung e Durand, além de ter sido o primeiro a traduzir [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=exquema.wordpress.com&blog=3080803&post=429&subd=exquema&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignright size-full wp-image-430" title="henri_corbin" src="http://exquema.files.wordpress.com/2009/06/henri_corbin.jpg?w=100&#038;h=142" alt="henri_corbin" width="100" height="142" />Henry Corbin foi um filósofo e teólogo nascido em Paris, e tem sido considerado um dos maiores eruditos em filosofia e misticismo. Ele foi professor da Universidade de Sorbornne (França) e da Universidade de Teerã. Participou das conferências de Eranus, na Suíça, juntamente com Jung e Durand, além de ter sido o primeiro a traduzir as obras de Martin Heidegger e Karl Barth para o francês. Ele introduziu o conceito do Mundo Imaginal no pensamento do ocidente, que influenciou o desenvolvimento da psicologia arquetípica de Hillman. É um dos tradutores mais importantes da obra de Surahwardi e Ibn Arabi. Porém seu maior legado foi uma nova base de compreensão para as religiões monoteístas (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo), livre de limitações fundamentalistas de qualquer ordem.</p>
<p>Longe de ter um interesse apenas acadêmico sobre esses assuntos, ele mesmo descreve como foi tocado, em sua juventude, à beira de um lago, por certas experiências que nortearam sua vida: “Tudo é apenas revelação&#8230; as nuvens estão claras, os pinheiros ainda não escureceram e a luz do lago os faz brilhar&#8230; tudo é verde. Não é necessário empertigar-se como um conquistador e querer dar nomes às coisas; elas é que dirão a você o que elas são, se você ouvir, se você ansiar por isso como um amante. E subitamente, na paz imperturbável desta floresta do norte, a Terra vem até você, visível como um Anjo ou talvez como uma Mulher, e nesta solidão densamente povoada e intensamente verde, o Anjo se apresenta também recoberto por um manto verde, o verde da terra, do silêncio e da verdade. Então, surge em você toda a doçura que está presente nesse momento de entrega a esse abraço triunfante. A cada momento em que você compreende a verdade daquilo que se apresenta, onde você ouve o Anjo, a Terra e a Mulher, você recebe Tudo, Tudo. Você, em sua pobreza absoluta, é o necessitário, você é o homem; e ele é o Divino, e você não pode conhecê-Lo, ou ao Anjo, ou à Terra, ou à Mulher. Você deve ser encontrado, tomado, conhecido – só assim eles poderão lhe falar. Do contrário, você permanecerá só.”</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/exquema.wordpress.com/429/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/exquema.wordpress.com/429/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/exquema.wordpress.com/429/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/exquema.wordpress.com/429/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/exquema.wordpress.com/429/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/exquema.wordpress.com/429/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/exquema.wordpress.com/429/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/exquema.wordpress.com/429/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/exquema.wordpress.com/429/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/exquema.wordpress.com/429/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=exquema.wordpress.com&blog=3080803&post=429&subd=exquema&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Sobre o nosso modo de estar no mundo</title>
		<link>http://exquema.wordpress.com/2009/06/04/sobre-o-nosso-modo-de-estar-no-mundo/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 20:14:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>exquema</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Não é de hoje que se fala em crise habitacional, depois de mais de um século de experiências, erros e êxitos, o pensamento de Heidegger poderá ser de grande valor por nos trazer uma reflexão sobre a própria essência do habitar. Não se trata, portanto, segundo o que pode nos trazer tal reflexão, em simplesmente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=exquema.wordpress.com&blog=3080803&post=418&subd=exquema&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="aligncenter size-full wp-image-417" title="oiticica_a" src="http://exquema.files.wordpress.com/2009/06/oiticica_a1.jpg?w=400&#038;h=288" alt="oiticica_a" width="400" height="288" /></p>
<p>Não é de hoje que se fala em crise habitacional, depois de mais de um século de experiências, erros e êxitos, o pensamento de Heidegger poderá ser de grande valor por nos trazer uma reflexão sobre a própria essência do habitar. Não se trata, portanto, segundo o que pode nos trazer tal reflexão, em simplesmente enumerar o déficit e propor a construção de habitações; a questão qualitativa, fundamental para a validade de um projeto no tempo, passa pelo conhecimento que o modo como construímos e habitamos é antes de tudo o modo de estarmos no mundo. Re-estabelecer uma ligação rompida entre o nós e a essência das coisas que nos rodeiam, ligação esta que é, no fundo,  uma ligação com a nossa própria essência, torna-se para Heidegger uma questão fundamental.</p>
<p>O habitar não se limita a uma habitação, no sentido de uma casa ou de um abrigo, mas estende-se na medida em que o espaço construído é palco para a vida. Habitamos a casa, a rua, o bairro, a cidade, habitamos também os espaços que surgem das relações que estabelecemos com os outros, habitamos nossos pensamentos e sentimentos, medos e aspirações. Habitar é a nossa forma de estar no mundo e a partir desta forma construímos a realidade que nos circunda. Deste modo poderíamos afirmar que a finalidade de todo construir é habitar.</p>
<p>Mas se da forma mais óbvia tomarmos a relação entre construir e habitar como uma relação meio-fim, Heidegger irá nos alertar que isso não é suficiente se desejarmos compreender suas relações essenciais. E será na busca daquilo que ele chama do <em>vigor essencial </em>de habitar e construir que ambos se apresentarão nas suas relações e significados mais profundos.</p>
<p>O meio de acessar o vigor essencial de alguma coisa está, segundo Heidegger, na própria linguagem que a representa.  Isso porque a nossa relação com as coisas permanece habitualmente em um nível cotidiano, imediato e superficial. Ao nos contentarmos com um modo habitual de compreensão vela-se a nós a natureza essencial das coisas; o que temos não é ainda de fato uma compreensão, mas uma pré-compreensão. Decorre desta pré-compreensão um discurso inautêntico que é perpetuado, passado adiante através do modo como nos comunicamos com o mundo e com os outros. O discurso inautêntico é tornado coletivo e perpetuado pelo consenso, a continuidade condicionada do discurso.  Assim temos que buscar dentro do inautêntico as reverberações do autêntico por nós mesmos encoberto, trazendo à tona o ser verdadeiro das coisas, e assim fazendo, re-velar em nós mesmos esta mesma autenticidade&#8230; <a href="http://exquema.wordpress.com/409/">leia o texto completo</a></p>
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		<title>Linton Kwesi Johnson</title>
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		<pubDate>Tue, 26 May 2009 19:15:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>exquema</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Faz quase 20 anos que ouvi e me surpreendi pela primeira vez com a voz, o sotaque, o som, a poesia e a contestação da arte de Linton Kwesi Johnson.  Mas foi ao folhear a edição clássica de poesia da Penguin Books que vi seu nome e seu poema entre Walt Whitman, William Wordsworth, William Shakespeare, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=exquema.wordpress.com&blog=3080803&post=379&subd=exquema&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignleft size-full wp-image-399" title="johnson" src="http://exquema.files.wordpress.com/2009/05/johnson.jpg?w=170&#038;h=209" alt="johnson" width="170" height="209" />Faz quase 20 anos que ouvi e me surpreendi pela primeira vez com a voz, o sotaque, o som, a poesia e a contestação da arte de Linton Kwesi Johnson.  Mas foi ao folhear a edição clássica de poesia da Penguin Books que vi seu nome e seu poema entre Walt Whitman, William Wordsworth, William Shakespeare, William Blake, Sylvia Plath e tantos outros, que me dei conta de sua importância como artista.</p>
<p>Linton Kwesi Johnson nascem em 1952 na Jamaica. Foi para Londres em 1963 e cursou sociologia na Goldsmiths&#8217; College, da Universidade de Londres. Enquanto ainda era estudante, ele participou dos Black Panthers, ajudou a organizar um workshop de poesia, e desenvolveu trabalhos com o Rasta Love, um grupo de poetas e percursionistas.</p>
<p>Ele assumiu algumas posturas controversas desde que chegou em Londres e tornou-se uma voz ativa na luta contra o racismo. Como um artista visado e um ativista político, ele extravasou uma linguagem rítmica que, apesar dos confins semânticos da editora Penguin, ela abriu suas páginas para ele. Esta instituição, uma das mais britânicas de todas, fez desse escritor descompromissado o segundo poeta vivo da seção dos clássicos modernos.</p>
<p>Ele tem sido considerado pelos britânicos, um ícone, um visionário e poeta, mas essa figura enigmática rejeita esses epítetos como “<em>media tags</em>”. Sobre seu tratamento singular pela Penguin, Johnson permanece “tão surpreso quanto todos. O que eles fizeram foi bem corajoso.” Especialmente porque, em sua própria opinião, “seu trabalho tem sido uma mera contribuição para devolver a poesia para o povo.” </p>
<p>Nos anos 70, Johnson criou poemas políticos nem um pouco dissimulados sobre assuntos que afetavam os jovens negros, e à medida que os distúrbios nas ruas ficavam mais agressivos, o mesmo acontecia com sua poesia. Seus versos documentaram os pontos altos da luta enfrentada por toda vítima da injustiça, incluindo Blair Peach, um professor morto durante uma marcha anti-fascismo em 1979. Em sua poesia, o pessoal encontra o político &#8211; ou melhor, enfatiza sua inseparabilidade.</p>
<p>Seu idioma permanece tão orgulhosamente patoá (<em>patwa</em> &#8211; idioma jamaicano) como sempre, e seus temas têm sido tanto amplos em seu horizonte político, quanto pessoais em sua introspecção.</p>
<p>Ele viajou o mundo do Japão à África do Sul, da Europa ao Brasil. Seus discos estão entre os álbuns de <em>reggae</em> mais vendidos no mundo. Ele é reconhecido e reverenciado como o primeiro poeta <em>reggae</em> do mundo, e um dos artistas mais originais e únicos. E, diferente de muitos poetas e artistas depois de seu primeiro resplendor de criatividade, Linton Kwesi Johnson ainda tem muito que dizer.</p>
<p>Para ouvir um pouco da força de suas palavras e o ritmo de sua poesia veja o vídeo abaixo, da música <em>Fite dem back</em>, com os versos:<br />
<em>we gonna smash treir brains in (</em>vamos esmagar seus cérebros)<br />
<em>cause they ain´t got no fink in `em (</em>pois eles não possuem nenhum pensamento dentro deles)</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://exquema.wordpress.com/2009/05/26/linton-kwesi-johnson/"><img src="http://img.youtube.com/vi/ZYG5J4s0D_s/2.jpg" alt="" /></a></span> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>wi mawchin out di ole towards di new centri</em> (nós estamos marchando do velho em direção ao novo século)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>arm wid di new technalagy</em> (armados com a nova tecnologia)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>wi gettin more an more producktivity</em> (estamos ficando mais e mais produtivos)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>some seh tings lookin-up fi prasperity</em> (alguns dizem que as coisas parecem estar caminhando para prosperidade)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>but if evrywan goin get a share dis time</em> (mas se todos terão sua parcela desta vez)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>ole mentality mus get lef behine</em> (a velha mentalidade tem que ser abandonada)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>wi want di shawtah workin day</em> (nós queremos um dia mais curto de trabalho)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>gi wi di shawtah workin week</em> (dê-nos uma semana mais curta de trabalho)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>langah holiday</em> (feriados mais longos)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>wi need decent pay</em> (necessitamos de pagamento decente)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>more time fi leasha</em> (mais tempo para preguiça)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>more time fi pleasha</em> (mais tempo para prazer)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>more time fi edificaeshun</em> (mais tempo para edificação)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>more time fi reckreashun</em> (mais tempo para recreação)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>more time fi contemplate</em> (mais tempo para contemplar)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>more time fi ruminate</em> (mais tempo para digerir)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>more time</em> (mais tempo)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>wi need</em> (precisamos)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>more</em> (mais)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>time</em> (tempo)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>gi wi more time</em> (dê-nos mais tempo)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>a full time dem abalish unemployment</em> (um tempo pleno e abolir o desemprego) </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>an revahlushanise laybah deployment</em> (revolucionar a distribuição de trabalho)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>a full time dem banish ovahtime</em> (um tempo pleno e banir a hora extra)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>mek evrybady get a wok dis time</em> (façam todos terem emprego desta vez)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>wi need a highah quality a livity</em> (necessitamos uma maior qualidade de vida)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>wi need it now an fi evrybady</em> (necessitamos agora e para todo mundo)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>wi need di shawtah workin year</em> (necessitamos um ano de trabalho mais curto)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>gi wi di shawtah workin life</em> (dê-nos uma vida mais curta de trabalho)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>more time fi di huzban</em> (mais tempo pra seu marido)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>more time fi di wife</em> (mais tempo pra sua esposa)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>more time fi di children</em> (mais tempo para suas crianças)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>more time fi wi fren dem</em> (mais tempo para amizade)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>more time fi meditate</em> (mais tempo para meditar)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>more time fi create</em> (mais tempo para criar)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>more time fi livin</em> (mais tempo para viver)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>more time fi life</em> (ais tempo para a vida)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span lang="EN-US"><em>more time</em> (m</span>ais tempo)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span lang="EN-US"><em>wi need more time</em> (</span>necessitamos mais tempo)<br />
</span></span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;" lang="EN-US"><em>gi wi more time</em></span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> (dê-nos mais tempo)</span></p>
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