Para Alexandre

Por que não deveria a alma
Abrir as asas
Quando da Glória de Deus
Ela ouve o doce chamado:
“Por que você está distante, oh alma? Ergue-te até mim!”
Por que o peixe não nadaria rápido
Da terra seca para o oceano
Quando do oceano tão profundo
Ele ouve o som das ondas?
Por que não deveria o falcão
Voar de volta ao seu Rei
Quando do tambor do falcoeiro
Ele ouve “Retorna!”?
Por que não deveria cada homem e mulher
Começar a dançar como um dervixe
Ao redor do Sol da eternidade
Que salva da impermanência?
Que graça e que beleza!
Que presente para a vida! Que benção!
Se alguém não responde a isso,
Que tristeza, que sofrimento!
Oh, voe, voe, minha alma pássaro,
Voe à sua morada primordial!
Você escapou da prisão agora,
Suas asas estão abertas no ar
Oh abandone as águas salobras
E mergulhe na fonte da vida!
Adiante! Adiante! Nós estamos indo
E nós estamos voltando, oh alma,
Deste mundo da separação
Para o mundo da união,
Um mundo além dos mundos!
Quanto tempo ficaremos nesse deserto de areia
Como crianças construindo castelos
Perdidos nessas miragens?
Vamos tirar nossas mãos dessa areia
E voar para o mais alto dos céus,
Vamos voar para longe de nosso comportamento infantil
E nos juntar ao banquete dos adultos!
Responda, oh alma, a esse chamado
E afirme agora que você é o herdeiro do rei!
Você tem a benção da resposta.
Pois só você conhece o chamado!
(Rumi)

