Gurdjieff (1866-1949) nasceu na fronteira da Armênia, em Alexandropol e é o fundador do Quarto Caminho, uma escola que visa despertar seus alunos para uma nova perspectiva de si mesmos e da realidade. Uma das frases mais famosas atribuídas a ele e que sintetiza suas ideias é: “O homem vive sua vida no sono, e no sono ele morre.” Talvez a herança mais importante da Escola de Gurdjieff tenha sido o fato que, essa ideia básica de que o homem está adormecido acabou por ser incorporada nas massas e passou a ser praticamente de domínio público. É importante frisar que essa idéia em si não é nova, mas, ela parece ter sido incorporada depois do trabalho de Gurdjieff e seus discípulos.
O corpo de conhecimento de Gurdjieff consiste em uma das tentativas mais importantes, que surgiu ao longo da humanidade, de promover um crescimento genuíno do ser humano. Por ser extremamente direto e prático, ele oferece pouco espaço seja para condescendência com o estado de adormecimento ou ilusões e fantasias acerca de um falso crescimento, abordando sempre de forma objetiva, mesmo os temas mais polêmicos.
Por exemplo, ele costumava dizer que o homem deve em primeiro lugar, deixar de ser uma ‘máquina’, que reage a tudo de forma condicionada e mecânica antes de arvorar-se como sendo capaz de compreender e viver o que significa uma verdadeira espiritualidade. “[...] a religião é fazer. Um homem não pensa ou não sente apenas sua religião, ele a vive tanto quanto ele pode; de outro modo, não se trata de religião, mas fantasia ou filosofia. Agrade-lhe ou não, ele mostra sua atitude para com a religião por seus atos, e pode mostrá-la só por seus atos.” (ver o texto todo)



