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A arte foi sequestrada!

Abril 5, 2008

A arte foi seqüestrada e aprisioanda no objeto. Nós a expulsamos da ação, a expulsamos do ato. Ela agora está presa no objeto, como um pobre fato. Mas o que, de fato, é arte e onde ela existe? O ato de transformar a natureza e o modo de fazê-lo, uma vez foi arte: música, poesia, pintura, sapato, vestuário, comida… A arte estava no homem e ele era um artista, que buscava a beleza como verdade e razão da vida. Mas a beleza deixou de ser absoluta, o homem tornou-se cego e transformou a beleza em opinião. A arte virou ofício e a vida obrigação. A arte que existia na vida tornou-se intocada nos museus e galerias. A arte deixou de ser uma experiência que traz à vida o ato de viver e tornou-se entretenimento, tornou-se produto, tornou-se ela também oficio. Não existem mais artistas e a arte não mais serve a beleza. E, se a vida não mais reflete a beleza e a arte não mais resgata, salva e espalha o extraordinário e maravilhoso nos labirintos escuros da ilusão humana, nós não somos mais artistas. Somos aqueles que batem cartão a cada raiar de cada dia, labutando moribundos até escolhermos a arte final de um plagio em nosso epitáfio.

Um comentário

  1. Mas o que é a arte nessa nossa época? Me parece que ela precisa resurgir num novo formato: como uma forma de meditação, ou como um jeito diferente de trocar idéias entre amigos, estados espirituais elevados, liberdade não convencional, atenção plena, ou uma nova forma de ecologia, de se relacionar com a realidade, de fazer sexo, de exercer o amor… Cada um deveria se tornar um artista e fazer de sua própria vida uma obra de arte inspirada. Trazer a beleza para trás dos olhos e reconhecer em cada pequeno acontecimento, o inusitado, o maravilhoso, o espantoso. Isso que é chamado de arte está morto e precisa urgentemente de um epitáfio!



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