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Perfeição

dezembro 29, 2011

 

“Durante milênios, temos vivido numa espécie de transe, encantados pelos poderes místicos da unidade de todas as coisas. Ajoelhados em nossos templos, ou buscando pela expressão matemática da ‘mente de Deus’, tentamos desesperadamente transcender os limites do meramente humano, procurando por uma perfeição que não encontramos em nossas vidas. Perdidos no fervor da busca, fechamos os olhos para nós mesmos e para o mundo a nossa volta, e deixamos de valorizar o que temos. Precisamos abraçar os ensinamentos de uma nova visão do mundo, onde o poder criativo da Natureza reside nas suas imperfeições, e não na sua perfeição; onde a vida, e mesmo a nossa existência, é frágil e preciosa. Dentro dessa nova visão, nosso conhecimento do mundo será sempre limitado. Não existe uma Teoria Final, apenas uma descrição cada vez mais precisa da realidade em que vivemos.” (Gleiser)

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Alma Pássaro

novembro 28, 2011

Para Alexandre

Por que não deveria a alma
Abrir as asas
Quando da Glória de Deus
Ela ouve o doce chamado:
“Por que você está distante, oh alma? Ergue-te até mim!”

Por que o peixe não nadaria rápido
Da terra seca para o oceano
Quando do oceano tão profundo
Ele ouve o som das ondas?

Por que não deveria o falcão
Voar de volta ao seu Rei
Quando do tambor do falcoeiro
Ele ouve “Retorna!”?

Por que não deveria cada homem e mulher
Começar a dançar como um dervixe
Ao redor do Sol da eternidade
Que salva da impermanência?

Que graça e que beleza!
Que presente para a vida! Que benção!
Se alguém não responde a isso,
Que tristeza, que sofrimento!

Oh, voe, voe, minha alma pássaro,
Voe à sua morada primordial!
Você escapou da prisão agora,
Suas asas estão abertas no ar

Oh abandone as águas salobras
E mergulhe na fonte da vida!

Adiante! Adiante! Nós estamos indo
E nós estamos voltando, oh alma,
Deste mundo da separação
Para o mundo da união,
Um mundo além dos mundos!

Quanto tempo ficaremos nesse deserto de areia
Como crianças construindo castelos
Perdidos nessas miragens?
Vamos tirar nossas mãos dessa areia
E voar para o mais alto dos céus,
Vamos voar para longe de nosso comportamento infantil
E nos juntar ao banquete dos adultos!

Responda, oh alma, a esse chamado
E afirme agora que você é o herdeiro do rei!
Você tem a benção da resposta.
Pois só você conhece o chamado!

(Rumi)

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A história de um dervixe

novembro 6, 2011

Um dervixe pobre e andarilho, que se parecia muito com um mendigo, um dia penetrou no palácio do califa, e na ausência dele, sentou-se, sem rodeios, no trono vazio.

Os guardas, adivinhando qualquer coisa incomum, e talvez até sobrenatural, não ousaram expulsa-lo. Chamaram o responsável pela guarda, que acorreu e perguntou ao homem em andrajos:

- Sabe que está ocupando o assento do glorioso califa, o Comandante dos Crentes?

- Sim, eu sei.

- E sabe quem é o califa?

- Eu sei, e estou acima dele.

O encarregado refletiu por um instante e então replicou, erguendo o tom de voz:

- Você perdeu a razão? Não sabe que acima do califa, não existe senão o profeta Maomé?

- Sim, eu sei.

- E sabe quem é o profeta?

- Eu sei,  e estou acima dele.

Os guardas pareceram escandalizados. Ergueram suas armas para abater o intruso, que parecia totalmente calmo e seguro de si.

O encarregado os interrompeu com um gesto e fez uma última pergunta:

- Não sabe que acima do Profeta não existe senão Deus?

- Sim, eu sei.

- E sabe quem é Deus?

- Eu sei, e estou acima dele.

- Acima de Deus? Você sabe o que está dizendo? Não existe nada acima de Deus!

- Eu sei – disse o homem em andrajos sem se mexer do trono. – E eu sou justamente esse nada.

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Não te rendas

outubro 5, 2011
No te rindas,
aún estás a tiempo
De alcanzar y comenzar de nuevo,
Aceptar tus sombras,
Enterrar tus miedos,
Liberar el lastre,
Retomar el vuelo.

No te rindas que la vida es eso,
Continuar el viaje,
Perseguir tus sueños,
Destrabar el tiempo,
Correr los escombros,
Y destapar el cielo.

No te rindas, por favor no cedas,
Aunque el frío queme,
Aunque el miedo muerda,
Aunque el sol se esconda,
Y se calle el viento,
Aún hay fuego en tu alma
Aún hay vida en tus sueños.

Porque la vida es tuya y tuyo
también el deseo
Porque lo has querido
y porque te quiero
Porque existe el vino y el amor,
es cierto.
Porque no hay heridas
que no cure el tiempo.

Abrir las puertas,
Quitar los cerrojos,
Abandonar las murallas
que te protegieron,
Vivir la vida y aceptar el reto,
Recuperar la risa,
Ensayar un canto,
Bajar la guardia
y extender las manos
Desplegar las alas
E intentar de nuevo,
Celebrar la vida y retomar los cielos.

No te rindas, por favor no cedas,
Aunque el frío queme,
Aunque el miedo muerda,
Aunque el sol se ponga
y se calle el viento,
Aún hay fuego en tu alma,
Aún hay vida en tus sueños
Porque cada día
es un comienzo nuevo,
Porque esta es la hora
y el mejor momento.
Porque no estás solo,
porque yo te quiero.

Não te rendas,
pois ainda estás em tempo
De alcançar e começar de novo,
Aceitar tuas sombras,
Enterrar teus medos,
Liberar teus lastros,
Retomar o voo.

Não te rendas, pois a vida é isso,
Continuar a viagem,
Perseguir teus sonhos,
Destravar o tempo,
Percorrer os escombros,
E descobrir o céu.

Não te rendas, por favor, não cedas,
Ainda que o frio queime,
Ainda que o medo morda,
Ainda que o sol se esconda,
E se cale o vento,
Ainda há fogo em tua alma,
Ainda há vida em teus sonhos.

Porque a vida é tua, e teu
é também o desejo
Porque tu hás querido
e porque te quero
Porque existe o vinho e o amor,
decerto.
Porque não há feridas
que não cure o tempo.

Abrir as portas,
Remover as fechaduras,
Abandonar as muralhas
que te protegeram,
Viver a vida e aceitar o desafio,
Recuperar o riso,
Ensaiar um canto,
Baixar a guarda
e entender as mãos
Abrir as asas
E tentar de novo,
Celebrar a vida e retomar os céus.

Não te rendas, por favor, não cedas,
Ainda que o frio queime,
Ainda que o medo morda,
Ainda que o sol se ponha
e se cale o vento,
Ainda há fogo em tua alma,
Ainda há vida em teus sonhos
Porque cada dia
é um começo novo,
Porque esta é a hora
e o melhor momento.
Porque não estás só,
porque eu te quero.

Autoria: Mario Benedetti

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Estoicismo

setembro 19, 2011

O Estoicismo foi um ramo da Filosofia, que se baseava numa forma específica de viver a vida – dizia-se que uma pessoa deveria ser considerada um filósofo, não pelo que ela dizia e sim, pelo que ela era. Para esse ramo, a felicidade é conquistada por uma vida simples e harmônica em relação à natureza. Dava-se ênfase nos passos práticos através dos quais o estudante poderia confrontar os problemas da vida, e em especial, sua própria mortalidade. Abaixo dois fragmentos dessa Filosofia.

“Vivestes como se fôsseis viver para sempre, nunca vos ocorreu que sois frágeis, não notais quanto tempo já passou; vós o perdeis, como se ele fosse farto e abundante. Como mortais, vos aterrorizais de tudo, mas desejais tudo como se fôsseis imortais. Ouvirás muitos dizerem: ‘Aos cinquenta anos me refugiarei no ócio, aos sessenta estarei livre de meus encargos.’ E que fiador tens de uma vida tão longa? E quem garantirá que tudo irá conforme planejas? Não te envergonhas de reservar para ti apenas as sobras da vida e destinar à meditação somente a idade que já não serve mais para nada? Quão tarde começas a viver, quando já é hora de deixar de fazê-lo. Que negligência tão louca a dos mortais, de adiar para o quinquagésimo ou sexagésimo ano os prudentes juízos, e a partir deste ponto, ao qual poucos chegaram, querer começar a viver!”
(Sêneca)

“O primeiro e mais necessário setor da filosofia lida com a aplicação dos princípios; por exemplo, ‘não mentir’. O segundo lida com demonstrações, por exemplo, ‘Como é que uma pessoa não deve mentir?’. O terceiro está preocupado com o estabelecimento e análise desses processos, por exemplo, ‘Como posso ter a certeza que isto é uma demonstração?’ O que é uma demonstração, o que é consequência, o que é contradição, o que é verdade, o que é falso? Se segue então que o terceiro setor é necessário devido ao segundo setor, e que o segundo se deve ao primeiro. O primeiro é a parte mais necessária e naquilo onde devemos nos apoiar. Mas nós revertemos a ordem: nos preocupamos com o terceiro e nele colocamos a totalidade da nossa preocupação, enquanto que negligenciamos completamente ao primeiro. É por isso que mentimos, mas estamos sempre prontos em demonstrar que o mentir é errado.”
(Epiteto)

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Palestra gratuita

agosto 16, 2011

A busca pelo conhecimento sobre o significado da vida humana, e o anseio por um aprofundamento dos sentimentos e emoções, da inteligência e da consciência são recorrentes na história. Desde os primórdios, as diferentes linhas de filosofia presentes nas diferentes culturas e épocas se dedicaram à busca desse tipo de sabedoria. No entanto, uma abordagem prática que conduza a resultados eficientes e a uma transformação segura nem sempre é facilmente encontrada. G. I. Gurdjieff, um filósofo do começo do século passado e sua escola (o Quarto Caminho) apresentam uma visão atual do ser humano e um conjunto de técnicas precisas para se atingir um crescimento real. Para apresentar e discutir os novos desenvolvimentos dessa escola e suas pontes com a sabedoria perene será feita uma palestra aberta e gratuita no local e horário indicados abaixo.

Mais informação sobre Gurdjieff e o Quarto Caminho

Data: 17/09/2011 (sábado)
Local
: R. Carajua 71 Moema
Horário:10:30h às 12:00h
Contato: (11) 3448-3040 (com Rosângela) ou contato@imagomundi.com.br

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Palavras

agosto 5, 2011

…Sim, senhor, tudo o que queira, mas são as palavras as que cantam, as que sobem e baixam… Posterno-me diante delas… Amo-as, uno-me a elas, persigo-as, mordo-as, derreto-as… Amo tanto as palavras… As inesperadas… As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem… Vocábulos amados… Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, fio, metal, orvalho… Persigo algumas palavras… São tão belas que quero coloca-las todas em meu poema… Agarro-as no voo, quando vão zumbindo, e capturo-as, limpo-as, aparo-as, preparo-me diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetais, oleosas, como frutas, como algas, como ágatas, como azeitonas…

E então as revolvo, agito-as, bebo-as, sugo-as, trituro-as, adorno-as, liberto-as… Deixo-as como estalactites em meu poema, como pedacinhos de pedra polida, como carvão, como restos de um naufrágio, presentes da onda… Tudo está na palavra… Uma idéia inteira muda porque uma palavra mudou de lugar ou porque outra sentou como uma rainha dentro de uma frase que não a esperava e que a obedeceu… Têm sombra, transparência, peso, plumas, pêlos, têm tudo o que se lhes foi agregando de tanto vagar pelo rio, de tanto transmigrar de pátria, de tanto ser raízes…

São antiquíssimas e recentíssimas. Vivem no féretro escondido e na flor apenas desabrochada… Que bom idioma o meu, que boa língua herdamos dos conquistadores torvos… Estes andavam a passos largos pelas tremendas cordilheiras, pelas Américas encrespadas, buscando batatas, butifarras, feijõezinhos, tabaco negro, ouro, milho, ovos, frutos, com aquele apetite voraz que nunca mais se viu no mundo… Tragavam tudo: religiões, pirâmides, tribos, idolatrias iguais às que eles traziam em suas grandes bolsas… Por onde passavam a terra ficava arrasada…

Mas caíam das botas dos bárbaros, das barbas, dos elmos, das ferraduras, como pedrinhas, as palavras luminosas que permaneceram aqui resplandecentes… o idioma. Saímos perdendo… Saímos ganhando… Levaram o ouro e nos deixaram o ouro… Levaram tudo… e nos deixaram tudo… Deixaram-nos as palavras.

(Pablo Neruda – Confesso que Vivi)

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uma alma a transbordar

julho 18, 2011

Quero ir convosco,
quero encontrar vossos perigos frente a frente.
Sentir na minha face os ventos que gelaram as vossas,
cuspir dos lábios o sal dos mares que beijaram os vossos,
Ter braços na vossa faina, partilhar das vossas tormentas,
chegar como vós, enfim, a extraordinários portos!
Fugir convosco à civilização!
Perder convosco a noção de moral!
Sentir mudar-se no longe a minha humanidade!
Beber convosco em mares do sul
Novas selvagerias, novas balbúrdias da alma
Novos fogos centrais no meu vulcânico espírito!
Ir convosco,
despir de mim o meu traje de civilizado,
a minha brandura de ações,
meu medo inato de cadeias,
minha pacífica vida.
A minha vida sentada, estática e revista!
No mar, no mar,
Por no mar, ao vento, às vagas, a minha vida!
Sim, sim,
Crucificai-me nas navegações
E minhas costas desfrutarão minha cruz.
O que quero é levar para a morte
uma alma a transbordar de mar…

Fernando Pessoa

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Avicena

junho 1, 2011

Foi recém publicada pela Editora Globo uma tradução de Miguel  Attie Filho para o português de uma das obras de Avicena: Livro Da Alma. Sem dúvida, vale muito a pena conferir.

Avicena (ou Ibn Sina) nasceu em Bukhara na Pérsia, aproximadamente no final do século X, e é considerado um dos maiores filósofos de todos os tempos, bem como, um dos responsáveis pela fundamentação das ciências médicas.

Ele publicou mais de 200 tratados sobre medicina e filosofia, incluindo o Book of Healing que é uma enciclopédia monumental sobre ciências e filosofia. Ele coroou a filosofia Peripatética, criando a síntese final entre o islamismo e as filosofias aristotélica e neoplatônica, e que sobrevive como uma escola viva de filosofia até os dias de hoje.

No entanto, no final de sua vida, ele teceu algumas críticas à filosofia Peripatética e deu início à Filosofia Oriental – oriental porque se relaciona com o mundo espiritual e não em um sentido geográfico. Ela é baseada na iluminação da alma e vê o mundo como uma jornada que o verdadeiro filósofo deve percorrer com a ajuda de um guia, que é ninguém menos que o Intelecto Divino. Esta filosofia foi posteriormente, retomada e desenvolvida por Suhrawardi.

Ele apresenta também uma série de Recitais Visionários que descrevem suas experiências espirituais. Um dos livros mais fundamentais sobre esses Recitais está à disposição:  Avicenna and the visionary recital de autoria de Henri Corbin. Abaixo um de seus poemas:

Por que foste atirado desta forma da tua altura mais elevada
Para o sombrio e triste abismo mais profundo?
Foi Deus que o lançou por algum propósito sábio,
Oculto dos olhos inquiridores do investigador mais agudo?
Assim, tua descida é uma forma de disciplina sábia mas difícil,
Pois, coisas que tu nunca ouviste, deves aprender,
Porque tu, a quem o Destino saqueia, até que tua estrela
Se ponha em um local distante da ascensão,
És como o cintilar de um raio que acima dos prados brilha,
E, como se nunca tivesse existido, em um momento se vai.

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Nomes

maio 9, 2011

Um certo dia, um lama tibetano procurou uma indústria famosa de computadores para comprar uma máquina de última geração. Ao ser questionado sobre a razão de seu interesse, ele explicou que desde o começo dos tempos, os monges tinham se dedicado à tarefa de compilar todos os nomes verdadeiros de Deus. Eles se baseavam em um alfabeto próprio, no qual certas sequências de caracteres produziriam os nomes que realmente definiam a divindade – algo muito diferente dos nomes que os homens atribuíam a Deus. Como ainda faltavam muitas combinações, os monges queriam um computador para abreviar a tarefa.

Apesar da incredulidade, o empresário aceitou a encomenda; afinal, o cliente tem sempre razão. O computador foi enviado ao Tibete, junto com dois engenheiros para dar o suporte necessário. Segundo os cálculos, em três meses o resultado seria obtido. Ao longo dos meses, os engenheiros descobriram um detalhe a mais. Os monges acreditavam que uma vez que todos os nomes divinos tivessem sido descobertos e  corretamente compilados, o objetivo último da criação teria sido alcançado. Assim, o mundo teria cumprido seu propósito em existir e poderia acabar.

Os engenheiros, logicamente, duvidavam de que isso iria acontecer e, além disso, temiam que ao final da tarefa (uma vez que, é claro, a realidade continuaria a mesma), eles fossem culpados pelo fracasso. Por isso, eles inventaram uma desculpa e disseram que deveriam sair do Tibete antes do previsto, e marcaram sua viagem no mesmo dia em que a compilação das palavras deveria terminar.

Assim, na madrugada do dia derradeiro eles deram início à viagem para fora do país, montados em cavalos que desciam lentamente o Himalaia, e os levariam a uma pista de pouso.  Quando atravessavam as montanhas sob as luzes das estrelas, eles consultaram o relógio e comentaram que exatamente naquele momento, o computador deveria estar terminando a tarefa. No mesmo instante eles pararam e perceberam que algo estranho acontecia no céu. Uma a uma, as estrelas começavam a cair.

Fonte: Os Nove Bilhões de Nomes de Deus por Arthur C. Clarke

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